Menos um dia, mais responsabilidade

Com satisfação comunico que agora faço parte do time Persys.

Lá, um empresa tipicamente de tecnologia, que oferece serviços de orientação tecnológica a empresas de todo tipo de porte, o dia-a-dia é muito dinâmico. Essa característica é alimento para uma mente inquisitora, inquieta, voraz e perspicaz. Desculpem a modéstia. Mas todos que me conhecem um pouco já sabem que comigo a tal estória do “é o que mais sai”, ou “é o que tem para hoje” é o caminho mais rápido para um “você é retardado?” proferido por mim com o necessário desdém.

Assim, após ter aprendido muito na Unimed, com o Déco, com o Edson, Gerson, Fabiano, Guilherme, o homem paciência, Valner e Cristian, estava na hora de sair em busca de um lugar em que eu pudesse dar vazão à minha vontade de fazer melhor.

Agora é colocar a cabeça para trabalhar e torcer para que ninguém me pergunte se eu sou retardado, porque a resposta será a mesma que o Coutinho, um grande amigo, diretor de TI da Assembléia de Deus (sim, eles tem um grande departamento de TI) me deu quando eu fiz esta pergunta a ele: “um pouco”.

Por que o MySQL é ruim?

Em português

Esta é apenas uma das razões porque eu considero o MySQL um banco de dados ruim. Uma minúscula nota na documentação para create table, em http://dev.mysql.com/doc/refman/5.5/en/create-table.html explica:

For other storage engines, MySQL Server parses and ignores the FOREIGN KEY and REFERENCES syntax in CREATE TABLE statements. The CHECK clause is parsed but ignored by all storage engines.

Para funcionar, é preciso usar a máquina InnoDB. Legal. Então minha pergunta: qual a necessidade para as outras máquinas, além de sobrecarregarem o sistema, entregando MENOS funcionalidade?

Eu heim…

English version

This is just one of the reasons why I consider MySQL not appropriate database.  A minuscule note on the documentation of the create table command, at http://dev.mysql.com/doc/refman/5.5/en/create-table.html, explains:

For other storage engines, MySQL Server parses and ignores the FOREIGN KEY and REFERENCES syntax in CREATE TABLE statements. The CHECK clause is parsed but ignored by all storage engines.

For it to work, the InnoDB engine is required.  Cool.  Then I ask: what is the need for all the other engines, other than drag the entire system, delivering LESS functionality?

Geez…

Clarion same ol’, same ol’

Day after day, and I keep reading the same complaints, justifications, rants, frustrations and gobbledeegook, from the same individuals, over and over and over.

But nothing really changes, in terms of improvement. I read people are always trying to do new things, but desperately trying to use the same old methods and tools.

I often read answers to other’s frustrations, that have any other intention than actually solve the problem, or support the poor user who is suffering, from whatever it may be: technical, business limitation, personal frustration with Clarion, and even true commitment with Clarion and/or community development.

I just saw a post arguing about an imminent release of a version, that had a (serious? who am I to judge what is serious and what’s not?) bug. And guess what? A saw a response from a Clariban member specifically using the word “blame”.

Well, I rather not see another buggy version, that will do me not much more than drag me away from what I have to do.

Personally I prefer spending time reading MSDN so I can learn how to do things, than buying a ton of templates that will “solve” my “problems” in a “quick” and “easy” way. But that’s just me, because even doing so, I still make good money from being such a dumb programmer who prefers to learn how to do things, instead of being a super smart programmer that responds promptly whenever the customer presses up.

I don’t know, but there’s something really wrong going on with this community. Clarion is a very nice language, but SV is obviously having turn around problems. Worse: a lot, I mean, a LOT of developers seem not to bother at all.

Things like: “take it easy, we can wait some 4 more years for these little bug corrections”, or “what really matters is making the app SEEM to work like a web application”, or even “why would I need to use an external editor? Clarion’s got it all!”

I tell you. This is BS. Clarion is a computer language, there is a Clarion compiler, and there is the Clarion IDE. The language works well, the compiler works well, but the IDE sucks bigtime. And SV is clearly totally lost trying to produce an IDE that amazes, seduces, and works like it used to be on mid-late 90’s.

I know Z worked side by side with BB (that’s Bruce Barrington) and he loves Clarion, probably much more than any of us, but I tell you: love isn’t nearly all it takes to produce a product.

So, all you, Claribans, before counter attack like a horde of watchdogs trying to fence SV from having to do what they have to do, think twice, because you might be very well, wrong.

You don’t want to answer questions, teaching how to do, instead of pointing to your own “solution” to a problem, fine. But use the same approach for when you don’t have something that will contribute to the TRUE development of the community.

Sometimes, when you think you’re doing a great good, you might be doing exactly the opposity, feeding fear, misleading, and promoting the same ol’, same ol’ thing that impedes personal, technical, and industry development.

Thank you.

Todos queremos ser felizes, mas o que compõe a felicidade?

Rapidamente. Hoje estava batendo um papo com uma amiga, quando me ocorreu a dúvida sobre o que nos leva a querer bater papo.

Em minha tentativa de entender este processo social, me peguei com outra pergunta: Como ser feliz profissionalmente?

Bom, o assunto é vasto, mas ao menos tempo, simples. Menos é mais, sempre.

Acontece que para sermos felizes, devemos compreender a relação entre alegria, sedução, e interesse.

  • Alegria é um sentimento de satisfação, e geralmente passa rápido.
  • Sedução são as ações que alguém toma para nos envolver em seus propósitos.
  • Interesse é a sensação de necessidade ou curiosidade que temos sobre algo.

Estas são definições minhas. Eu geralmente consulto o dicionário antes de me comprometer com a explicação de algo, mas desta vez, preferi deixar minha intuição no comando.

Como estas três sensações (alegria, sentir-se seduzido, ter interesse) compõem a felicidade profissional? A meu ver, temos de ter interesse em participar de algo, e ser seduzidos por alguém ou por algo, a participarmos.

Temos de ter interesse em ganhar dinheiro, em aprender mais, em nos destacarmos, em descobrir coisas novas, e em desenvolver novas soluções para a humanidade.

Temos de ser seduzidos a utilizar ferramentas, a interagir com nossos colegas, a nos vestir bem, a nos comportar bem, a ensinar, aprender, e até mesmo a comparecer diariamente ao local de trabalho.

É possível que façamos tudo, e mais, que listei acima, sem interesse e/ou sem sermos seduzidos, e é aí que o ciclo se quebra.

Fazer algo sem interesse ou sem sermos seduzidos, não traz alegria. O resultado torna-se algo muito industrializado, como a clássica imagem do funcionário público batendo o carimbo de forma automatizada, apenas esperando pelo fim de seu expediente, para no outro dia, seu martírio recomeçar.

Então, meus amigos, interessem-se em seduzir, e seduzam a si mesmos. Quando começarem a ter alegria em suas funções, seus colegas se contagiarão por ela, e um ciclo virtuoso será iniciado.

Simples, não é? Até a próxima!

Nem esquerda, nem direita

Ontem um amigo de infância fez um comentário a meu respeito no Facebook.  Ele disse que eu sou um direitista.  No contexto da conversa isso quis dizer que eu sou incapaz de ver ou aceitar as boas coisas vindas do governo atual, conduzido pelo PT.

Respondi dizendo que tal comentário fora uma boa idéia para um post neste blog, e aqui estão minhas considerações.

Não sou uma pessoa de esquerda ou de direita.  Eu sou, como todos deveriam ser, uma pessoa que vai escolher o melhor caminho.

O problema em escolher o melhor caminho é que tratando-se de política, isso fica muito complicado em razão das diferentes opiniões de setores sociais e econômicos, além das convicções pessoais de cada um.

Então, quem não quer morrer louco, acaba optando por um conjunto de pessoas (partido) que têm uma mesma visão e adotam uma conduta uniforme.  Assim acontece com a maioria das pessoas engajadas politicamente, a meu ver.

Eu não sou politicamente engajado.  Milhões de pessoas são, e outros milhões de pessoas não são.  Para mim, o engajamento é uma opção.  Preferi não me engajar nessa luta porque minhas crenças e convicções sobre o que é a humanidade são muito diferentes das das demais pessoas.  Para me filiar a um partido político e fazer papel de entregador de panfletos, fiscal de nada, ou ativista social sufocado pela multidão, prefiro não.  Obrigado.

Mas reconheço o esforço sincero e por vezes altruísta de muitas pessoas, como acredito ser o caso de meu amigo de infância.  Porém, acho que por vezes falta alguma compreensão de conjuntura para que esses engajamentos produzam efeito prático que tenha alcance maior do que o ego.

Sustento minha opinião baseado na observação das ações adotadas pela quase totalidade das pessoas engajadas, com as quais já pude trocar mais que meia dúzia de idéias.  Pouquíssimas priorizam o bom senso, escolhendo desenvolver um assunto sempre a partir de suas convicções partidárias e conduzindo a conversa com o claro objetivo de fazer valerem suas opiniões e demonstrarem que o caminho deles é o melhor.

Isso para mim não é política.  É religião.  Não adianta discutir nem religião, nem política.  Futebol só serve para tirar desviar a atenção do povo.  Futebol para homens, novela para mulheres.

Eu vejo futebol, me divirto vendo meus amigos escarnecerem uns dos outros, vejo novela, me divirto vendo minha atual heroína, a “Suelen”, e me divirto até me pegando ansioso para saber o que vai acontecer com a madrasta má.  Mas eu não me iludo.  Sei que se eu cair na roda viva de acompanhar futebol e novela, será em detrimento de outras atividades que considero mais importantes.

Infelizmente, nem todos têm essa visão clara de seu posicionamento no tabuleiro político-social.  É uma visão por vezes fria, concordo, mas não é no calor das emoções que costumamos fazer as maiores besteiras?

Não estou defendendo a idéia de que devamos viver uma vida sem emoções, mas defendo a idéia de que nossas vidas não podem ser reflexo exclusivo de nossas emoções.

É essa a conjuntura a que me referi parágrafos atrás.  Se você estava prestando realmente atenção, deverá ter pensado em algum momento: não tem nada a ver, ele viajou na maionese.

Lamento desapontá-lo (lembre-se que o domínio na língua portuguesa é masculino.  Nada tem a ver com uma preferência minha em alcançar apenas uma audiência masculina) mas vou explicar sobre a conjuntura.

Não podemos desconsiderar o fato de que como indivíduos nos inserimos em uma sociedade.  Como nos inserimos, como fazemos valer nossas vontades, como alteramos os nossos núcleos sociais através de nossa participação, como nos comunicamos etc, é que forma o conjunto de nossa existência.

Mas nossa existência precisa ser harmoniosa, caso contrário, existiremos por pouco tempo.  Ninguém que eu conheço tem como objetivo de vida, deixar de viver.  É até um paradoxo cômico.

Para sermos harmoniosos, devemos pensar um pouco sobre as consequências de nossas atitudes, porque precisamos que os outros nos aceitem, então naturalmente procuraremos agir conforme o grupo em que estamos mais inseridos, ou que queremos nos inserir.

Ninguém vai à uma balada gay, para se divertir, com a intenção de fazer amigos gays, e diz “Vim aqui para me divertir apenas, mas eu acho que ser gay é uma doença, vocês são todos uns pobres coitados que precisam ser curados, e tenho dito”.  Essa pessoa seria no mínimo, rejeitada.

E nossa sociedade está estruturada como, politicamente?  Em partidos.  Grupos compostos por pessoas que partilham de um mesmo pensamento, opinião, ou intenção.  É como a balada gay.  Tente chegar a alguém que participa de um partido e dizer que a doutrina básica deles poderia sofrer alguns ajustes, porque está, historicamente, equivocada.

A pessoa rejeitará imediatamente sua opinião herética, sem bases, e radical.  Ora, ora, quem é radical mesmo?

Por essa razão é que eu digo que as pessoas precisam conhecer a conjuntura em que estão inseridas antes de se engajarem politcamente, sob o risco de agirem como macacos treinados para repetir um mesmo discurso.

Nem é tão importante assim o discurso, porque ações valem mais do que palavras.

Não consigo deixar de salientar minha inconformação com a necessidade tamanha que as pessoas têm de fazer suas frustrações serem ofuscadas ao jogarem o foco da vida em outras pessoas.  Por exemplo, para alguns, tudo o que acontece hoje no Brasil é culpa de alguns governantes recentes.  Para outros, tudo o que acontece de bom no mundo é por que Deus quis.

É simplesmente irracional.  A miséria total na África é porque Deus quis, então?  Então Deus é igualmente mau?  Que Deus?  E por que ninguém se lembra que Getúlio Vargas foi, na verdade, um ditador, que tinha como dispositivo um “Departamento de Imprensa e Propaganda”, mesmo dispositivo utilizado por tantos outros ditadores, como Hitler e Mussolini?

Eu digo o porquê: porque as pessoas não querem pensar por sí próprias.  É mais confortável se enquadrar em uma multidão maior, e ser acolhido.  É mais recompensador quando se repete uma frase feita e recebe palmas como prêmio.

No fundo, o que vem sendo dito há anos pelos políticos em todo o mundo, e por seus fiéis correligionários é o mesmo discurso existente na humanidade há milênios: “Quem está comigo, contra o inimigo?”

Por isso esse endeuzamento de algumas figuras políticas, pouco importando sua real trajetória.  Lembremo-nos que trajetória é a sequência de atos que alguém toma durante sua vida.  Política, social, pessoal.

Ninguém acerta tudo, claro.  Ninguém sabe tudo.

Exatamente por isso acho cada vez mais que os macacos repetidores de frases feitas deviam procurar fazer um exercício básico antes de repetirem o que eles nem sabem se é fato ou factoide.  Devem pensar, antes de me chamarem de direitistas, qual a propriedade que detém para tanto, se, a meu ponto de vista, são eles mesmos, esquerdistas?

Por que um esquerdista pode falar o que quer, e não um direitista?  Se eu fosse um direitista, por que eu deveria sentir vergonha disto?

“Você é um direitista!” soa a mim, como uma acusação de um ilícito ou mesmo de um crime.

O perigo está, como muito bem notado por um deputado federal da bancada religiosa disse em uma entrevista a um renomado entrevistador da atualidade, em transformar em crime emitir-se uma opinião pessoal.

Historicamente, criminalizar opiniões individuais é ferramental de extrema direita.  Fascista.  E quem, da esquerda usa de tal ferramenta é o que, então?  Não seria este um direitista?

Escolher um caminho exclusivo, é ruim tanto no aspecto político, como no social, como no pessoal.

Melhor seria se as pessoas pudessem produzir conclusões originais e fundamentadas no bom senso, mas como disse outro amigo meu, “bom senso não se coloca no papel”.  Como disse um outro amigo, “quando apontamos um dedo para alguém, temos três apontados para nós mesmos.”

Como aprendemos

Eu estava batendo um papo com uma amiga há pouco, quando após um comentário que fiz sobre um sobrinho que fez uma besteira, resolvi refletir sobre o processo de aprendizado.

Como ensinamos para as pessoas o que é certo e o que é errado?

Cheguei à conclusão que não conseguimos ensinar, mas apenas dizemos o que é melhor em determinada situação. Por exemplo, dizemos: “Beba apenas um Yalkult por dia. Mais que isso, dá dor de barriga”

Adianta? Claro que não. Quem nunca quis beber os seis franquiamos de Yakult de uma vez só, em um copo normal?

O que quero dizer é que, para aprender que algo é errado, muitas vezes precisamos experimentar na pele os efeitos negativos daquilo. Caso contrario, apenas podemos supor que é “errado”. Pior, com base na experiência de outra pessoa.

Então a pergunta persiste: como podemos transmitir a experiência negativa, nossa, para outra pessoa, uma vez que experiência é algo pessoal?

Alguém tem alguma sugestão?

Copy do PGAdmin III & Paste em uma planilha

Dica rápida, porque eu e muitos conhecidos estamos sempre precisando copiar um result set de uma consulta SQL feita no PGAdmin III para alguma planilha de cálculos.

Geralmente a planilha será o MS Excel, mas a dica funciona também com o Numbers e a maioria das planilhas utilizadas. Quem usa o Lucid 3D está sem sorte, no entanto — se é que alguém ainda usa, ou mesmo se lembra dela, a primeira planilha eletrônica “3D”.

O segredo é configurar o PGAdmin para copiar os dados SEM usar aspas como delimitador de caracteres, e usar o TAB como separador de campos.

No PGAdmin, selecione CMD+, (OS X) ou Menu Tools > Options > Query Tool (Windows)

Marque a opção “None” no campo Result copy quoting.

Marque a opção “Tab” no campo Result copy field separator.

A partir de agora, quando você copiar um result set de seu PGAdmin, e colá-lo em sua planilha, seus dados serão separados corretamente em colunas.

Até mais!