Archive | outubro 2010

Certo e errados

Ultimamente tenho dito bastante que existe um jeito certo de fazer as coisas, e muitos errados.  Daí, resolvi elaborar melhor essa afirmação, se não para ter algo mais correto para dizer, ao menos para ter o que dizer at all.

Acho que existem três maneiras de se fazer algo:

  • do jeito certo;
  • de um jeito aceitável;
  • de um jeito errado;

Geralmente, as maneiras de se fazer algo certo são em número muito menor do que as de se fazer do jeito errado.  Conclusão um tanto óbvia.  Mas e o tal jeito “aceitável”?  O que quer dizer isso?

Em minha opinião, fazer algo de um jeito aceitável significa que estaremos optando por fazer aquilo que dá para ser feito no momento, mesmo sabendo que não se trata da situação ideal -hum, assunto para um próximo post. os três diferentes mundos: ideal, possível, definido.

Em minha vida tenho enfrentado muitos problemas por ter uma tendência a escolher fazer as coisas do jeito certo.  Desde fixar um prego em uma parede, até dirigir.  Coisas simples, do dia-a-dia.  Mas eu me recuso a martelar um prego usando um aligate, oras.  Estou mesmo errado, ou a pessoa que me diz que eu não sou flexível é quem está sendo “flexível” de mais, sendo “aceitável” de mais?

Nah… se não tem martelo, não dá pra fixar um prego.  É requerimento.  Agora, eu posso cortar um arame usando a parte cortante de um alicate ou flexionando o arame até que ele se quebre.  Tanto faz, né?  Depende do objetivo a ser atingido.  Se você acha que pode dispor de 10 vezes mais tempo do que seria necessário se usasse os dentes de corte do alicate, então opte por ficar lá no “dobra pra cá, dobra pra lá, dobra pra cá, dobra pra lá”.  Vije… até para escrever leva mais tempo.

Dobrar o arame para cá e para lá até ele se quebrar é um trabalho aceitável.  Porque vai atingir o objetivo.  Corta-lo com um simples “téc” é um trabalho certo.  Porque vai atingir o objetivo muito mais rapidamente, com mais segurança, e mais precisão.

Não tem como discutir, argumentar, que dobrar para cá e para lá é mais “legal”, mais “emocionante”.  Emoção não tem a ver com executar uma tarefa.  Se você está à procura de emoção, aprenda a andar de moto e vá apostar corrida na 23 de Maio em dia de chuva, com os motoboys!  Aproveite porque será emoção forte.

Tendo dito todas essas baboseiras sobre fazer do jeito certo e errado, vou ver se consigo fazer do jeito certo agora e encerrar por aqui, antes que eu diga alguma idiotice que coloque por água abaixo qualquer ínfima possibilidade de uma possível credibilidade que eu tenha atingido até aqui.  Alguma besteira, sabe, como dizer que a Cicciolina fazer parte de minha lista de contatos e aaarghhhhh… droga. Agora já foi.

Bom, até a próxima

Ah Microsoft, garota má…

Hoje é sobre um assunto delicado: privacidade.  Eu gosto.  Não sou daqueles que ficam dizendo por aí: “não tenho nada a esconder, minha vida é um livro aberto!”

Nah.  Tem algumas coisas que eu PRECISO esconder.  Se não por um motivo, por outro, mas sempre chega uma hora em que é extremamente desagradável que todos saibam além do necessário sobre aspectos de sua vida.

Por isso este post está nas categorias vida e trabalho.  No trabalho, eu nem sempre quero que meus contatos saibam com quem mais eu mantenho algum contato.  Em minha vida, se minha namorada descobre que eu tenho a Cicciolina em minha lista de contatos não será tão ruim quanto ela descobrir que o Seu Nérso também está lá!

Mas enfim, lets cut to it and make this a better world to live another day.

Descobri, por acaso, que o Windows Live Messenger (sim, o MSN Messenger) tem uma “falha” de privacidade, no sentido de que o ajuste padrão que a Microsoft preferiu adotar foi de, er, como posso dizer, deixar que qualquer um que esteja em sua lista de contatos saiba quais seus outros contatos.

O detalhe é que para isso não é preciso muita coisa. Basta que solicite ver o perfil de um de seus contatos e lá estará toda a lista de contatos dele/dela.  Não é lindo?  Que beleeeza…  ponto pra vocês, Microsoft.

Para desligar essa bizarrice, produto nem sei de que tipo de mente, lá na Microsoft (só pode ser coisa do Ballmer isso), siga esses passos:

  1. Exiba SEU perfil;
  2. Selecione o link Privacy Settings (por favor não me peça para dizer como é em português. Eu não tenho a menor idéia. Todos os softwares que eu uso, and I mean TODOS, são em inglês. Sou metido, me processe!)
  3. Na parte inferior da página, ao lado direito do botão SAVE, clique no link Advanced;
  4. Será apresentada uma página contendo várias opções. Abaixo da área “Profile and Search”, clique no link (parece um texto normal, mas é um link) Basic information – a tela a seguir será apresentada;

    Controles de compartilhamento de informação

    Controles de compartilhamento de informação

  5. Arraste a barra ao lado de Friends list tudo para a esquerda;
  6. Clique no botão SAVE na parte inferior da página. Pronto. Pode ser que você tenha que repetir os passos porque o sistema ainda está em fase beta, mas funcionará.

Agora, perguntinha básica.  Não foi extremamente intuitivo e fácil de achar?

Ahhhh Microsoft danada…

Até a próxima!

Too much thinking, too little doing.

Funny how we sometimes pay much more attention on how to depict something, than on how to create something.

I got myself into some thinking about how solitude reaches us, and why. I wouldn’t like to create solitude, and I don’t think anyone would.

In the less is more context, I am still to understand how less company can mean more anything.  Not sure I will pursue that goal much longer.

Anyway, too good the elections weren’t decided on the first round.

That’s it for today. Thanks.

Software express!

Commodity quer dizer, grosso modo, “produto básico”.  Vejam a definição aqui.

Semana passada conheci pela internet, claro, o Dimitri Gaskin, funcionário do Google.  Como o conheci? Porque dei de cara com um vídeo de uma apresentação dele sobre um framework para JavaScript chamado jQuery.

Por que essa apresentação me chamou a atenção?  Porque o Dimitri tem 12 anos de idade.  Isso, não errei.  São DOZE, dez mais dois, uma dúzia de anos de vida.

Ora, o jQuery é um framework, ou seja, uma coleção de funções genéricas que tem a função de tornar mais fácil algum trabalho.  Muitas dessas funções são de trato abstrato.  E um garoto de 12 anos de idade tem nenhum problema em assimilar tudo isso.  Mais importante do que assimilar, ele consegue dar utilidade prática à coisa.

Hoje em dia, muitas empresas estão podendo se dar ao luxo de “errarem” no desenvolvimento de seus softwares.  Acredito que isso seja conseqüência (sim, eu não vou largar o trema, que para mim tem função mais importante do que estética) da farta oferta de mão-de-obra na área de desenvolvimento, e de que o tempo de vida de um software chega a ser de apenas seis meses em muitos casos.  Dito por um colega que trabalha com desenvolvimento de softwares para bancos.

Então, errar hoje custa mais barato do que levar muito tempo para acertar, e o mercado todo busca o mais barato.

Atenção, fellow programmers, porque já não há mais tanto espaço para a experiência individual e os benefícios que ela traz.  Os penefícios não são tão vantajosos.

Pensando nisso, minha dica é: pensem na adoção de um framework para basearem seus novos produtos.  A palavra de ordem agora é time to market, ou seja, diminuir o tempo que se leva até entregar uma solução.

É nessa que eu vou.

Inté a próxima!