Archive | novembro 2010

Easter egg maligno?

“EEE HEEEEEE SoftVelocity.”

Era assim que eu iniciava algumas de minhas mensagens nos grupos de discussão da linguagem de programação Clarion for Windows, e aparecia sempre que a SoftVelocity, a fabricante da linguagem, aprontava uma de suas com seus fiéis usuárias, nós, programadores.

Hoje eu descobri mais uma, de dar medo.

Você, programador Clarion que gosta de viver perigosamente, arrisque-se a reproduzir essa sequencia, para ver o que acontece com seus preciosos códigos:

1) Selecione um APP;

2) Selecione uma procedure que tenha uma “window” definida;

3) Escolha um controle, e acesse qualquer “embed” do controle;

4) Insira qualquer coisa no “embed” do controle, por exemplo: MESSAGE( ‘Teste’ );

5) Salve o “embed”, e sem sair da árvore de “embeds”, pressione o botão [Source], que dá acesso ao Embeditor.  Neste ponto você já notará que algo está prestes a não sair bem;

6) Navegue pelo código e escolha algum ponto disponível para edição (as linhas de código que estiverem em branco), e edite o código, colocando qualquer coisa;

7) Saia da edição salvando as alterações.  BANG.  Veja que o Clarion “populou” TODOS os seus pontos de embed com um maravilhoso “it”.

Bem, se o “it” vai servir para alguma coisa que não detonar inteiramente as duzentas e noventa e sete mil, quatrocentas e oitenta e cinco linhas de código lindo e maravilhoso que você escreveu para que seu usuário pudesse ganhar 3 ou 4 segundos ao longo de um ano, eu não sei, mas sei que é melhor você não salvar seu APP depois que isso acontecer. Salvou? Perdeu, playboy.

Bom.  Isso nunca aconteceu comigo porque eu não uso essa mistura cabalística de ações para editar um código, mas ao Andrá, que trabalha na mesa ao lado, sempre acontece.  Por que ele continua insistindo em adotar esse procedimento estrambólico de editar, salvar, e selecionar outra forma de edição, eu também não sei, mas acho que vou dar uma olhada no dicionário para saber o significado da palavra “masoquismo”.

Talvez os programadores da SoftVelocity sejam sádicos.  Talvez, todos os programadores do mundo sejam, e aí, começo a desconfiar que a teoria do 2010 tem algum fundamento.  Mas isso é material para outro post.

Inté!

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