Archive | março 2011

Marquinho.

Marquinho se recompondo

Feijão com arroz...Ontem fui almoçar fora.  Bom, na verdade fomos filar bóia na casa da quase ex-futura sogra de um amigo, a Cida.  A Cida é uma pessoa muito, mas muito bacana, assim como são as filhas dela e o pessoal todo de lá.  São gente como eu não sou.  São gente simples e acolhedores.  Um dia chego lá.

Mas o real motivo do almoço não foi -pelo menos dessa vez, juro que não foi mesmo- a maravilhosa comida que a Cida faz. Eu queria ir dar uma olhada no Marquinho, o “negão”.  Em um post anterior, eu até mencionei que o cara dá umas mancadas de vez em quando, mas é meu amigo, fazer o que?  Pois é… ele mesmo.

Fui dar uma olhada nele porque ele está na batalha, lutando para se safar -dos problemas que são consequência das escolhas dele mesmo, tenho que dizer- e há coisa de 10 dias, segundo o próprio, teve um probleminha de saúde que, apesar de relativamente comum, preocupa.  Não, não, gente, não se preocupem porque ele não surtou ao se descobrir uma libélula.  Foi só um ataque de histeria, quero dizer, stress.  Coisa de programador.  De tempos em tempos, temos algum tipo de manifestação assim.

Agora já estou mais tranquilo, porque vi que o cara está bem, a barrigona d’água dele continua a mesma, e ele está mais tranquilo.  Isso é bom.  Ah, a comida da Cida estava ótima, claro.

Hoje, no escritório, o André me comentou que se abríssemos um fórum de suporte sobre nossa linguagem de programação, iria “bombar”, porque muitos programadores ainda me respeitam.  Pessoalmente eu acho que 90% dos programadores em Clarion nem sabem quem eu sou, e os 10% restantes querem me usar como modelo para a próxima versão do Mortal Kombat, mas enfim…

Essa afirmação do André me fez pensar em como eu consegui alguma notoriedade, enquanto guiava a moto para nossa casinha, de volta do serviço.  Cheguei à conclusão que foi porque eu tive muita ajuda, e um dos caras que me ajudou muito foi o Marquinho.  Como?  Pra começar, ele foi o primeiro a me dizer: “Clarion com Postgres funciona! Pode confiar”.

Marquinho se recompondoLembro-me de ficarmos horas na lanchonete Kentinho, com o laptop dele aberto sobre a mesa de plástico, enquanto ele me mostrava como conectar com um banco de dados, como fazer uma inserção, e isso tudo me inspirou a iniciar -finalmente- a usar um banco de dados relacional como repositório principal de dados para meus programas.

Isso foi uma mudança realmente grande de paradigma, para mim, e me abriu muitas possibilidades.

Assim, quero agradecer publicamente ao Marquinho pela boa vontade.  Quando eu ficar milionário eu pago um café.  Por enquanto fico só no “valeu”, mesmo.

E aos outros amigos que me ajudaram, saibam que eu não os estou esquecendo, tampouco relegando.  Apenas que eu já sou piegas demais e vou tentar não transformar este post em um musical da Broadway, parando por aqui, por enquanto.

Em tempo: Marquinho, experimente executar DROP DATABASE sinco; para ver que legal que é, cara! Fica mais legal ainda se você não tiver um “decape”!

É isso aí!

Ah, o Facebook…

Este post é uma reflexão sobre as considerações do Gustavo Giglio, em seu post “Ah, o Facebook“.  Quem não leu, deve ler, no mínimo para que meu post possa fazer algum sentido.

Estou espantado com o quão as pessoas conseguem ser, ou pelo menos parecerem ser, espertas, a ponto de se tornarem formadoras de opinião.  Meu espando vem do fato de que as opiniões na atualidade estão sendo muito mal formadas, a meu ver, e estão se espalhando de forma incrivelmente rápida, graças à inerente capacidade da internet.

O post do meu xará é quase que como um agradecimento aos deuses, pela existência do Facebook.  Quem o lê superficialmente, como quem assiste ao jornal da manhã na cozinha de casa antes de sair para o trabalho, tem a impressão de que o que está escrito é uma verdade incontestável.  Não, não é.  Nem verdade, muito menos incontestável.

Acontece que o Facebook é nada mais do que ocupação fácil de tempo.  Pense.

As pessoas vivem reclamando que a vida moderna está corrida, que está difícil encontrar boas opções de lazer, que as pessoas estão se afastando etc, etc, etc.  E de repente, descobrem o Facebook.

Vamos lá.  O que é o Facebook?  Um site maravilhoso que é a sagração máxima de convergência de mídias, como diz o Giglio?  Um site maravilhoso que vai te fazer ficar mais esperto porque vai te permitir entender melhor o mundo ao seu redor?

Acho que não.

Em minha opinião, controversa, eu sei, o Facebook não passa de um concorrente de tantos outros sites de redes sociais, como o Orkut, por exemplo.  Só que o Facebook é “cool”.  É bacana estar no Facebook, eu sei, com sua proposta “clean”, seu visual não apelativo, mais “chic”, mais exclusivo.  Humm… não.

O Facebook te vende nada mais do que tempo.  Seu próprio tempo.  Quando você não tem o que fazer, acaba indo verificar o que está “acontecendo” por lá.  Esse é o motivo pelo qual quem tem uma conta no Facebook volta tanto às páginas: tempo sobrando.

Convenhamos: você precisa realmente acessar o Facebook para poder tocar sua mini-cidade adiante? Ou acessar o Orkut para poder “alimentar” os bichinhos de sua fazendinha?  Você PRECISA mesmo disso?  Isso vai te fazer realmente mais feliz, mais produtivo, mais popular?  Tem certeza?

Ah é… mas temos nossos amigos lá!  É muito bom saber o que eles andam fazendo.  Sim, eu também acho muito bom saber o que os amigos andam fazendo, mas, hum, não seria muito melhor fazer JUNTO com eles?  Na vida real?

Quando eu fiz uma recapitulação dos posts de meus amigos da vida real, no Facebook, eu lamento muito, mas tudo o que vi foram superficialidades e opiniões frugais.  Claro, ninguém quer parecer ou ficar mal com ninguém, então ninguém expressa sua real opinião sobre algo, temendo uma retaliação pública.

Em meu tempo de chat (IRC, e não Mirc, por favor) isso chamava-se flame.

Quando o Ronaldo “Fenômeno” anunciou sua aposentadoria, choveram comentários superficialíssimos no Facebook, do tipo: “O fim de uma era”, “Fará muita falta”, “Perdemos o maior goleador” e outras besteiras.  A esses comentários eu respondi: “Tá louco? Era? Que era está acabando? A da gordura?”, “Não fará falta nenhuma, outros com a função de entreter o povo, virão”, “Maior goleador??? Não sabia que ele tinha feito mais gols que o Pelé!!”.  E a minhas respostas eu recebia réplicas do tipo “Cale-se, se não gosta do cara”, “Você não é corinthiano!”, “Não entende de futebol”, “Idiota”… coisas assim.

Sou corinthiano.  Não entendo de futebol.  E me recuso a ser um Maria-vai-com-as-outras.  Tanto que nem adotei a maioria das alterações ortográficas que têm o suposto objetivo de facilitar o intercâmbio seja lá do que for, porque de cultura não pode ser.  Eu não quero me aculturar com a cultura de Angola.

E se eu não posso expressar minha opinião sobre um assunto, comentado no Facebook, 1: por que os outros podem? 2: para que serve o Facebook? Ele não é um facilitador do auto-entendimento?

Existe uma expressão em inglês, que considero uma das poucas mais fortes e eficazes do que as expressões (geralmente palavrões) em português, e essa expressão é: BULLSHIT.

Dizer que o Facebook, ou qualquer outro site de rede social, vai nos fazer mais espertos, mais felizes, mais populares, é simplesmente a afirmação da necessidade de um salvador da pátria.

Quem quer ser mais esperto, leia livros, faça uso da Wikipedia, converse com pessoas e observe os fatos ao redor.

Quem quer ser mais feliz, seja! É simples!  Pare de reclamar das coisas que não tem, e procure te-las, ou agradeça pelas que tem.  É simples!

Quem quer ser mais popular… bem, aí é mais complicado, porque existem em torno de 7 bilhões de pessoas na Terra, se não me engano, e como se diz, não se pode agradar a gregos e a troianos.

O Mark Suckerberg (sim, escrito por mim é com S mesmo, quem usa Facebook deve ser esperto, portanto deve entender meu trocadilho) queria ser popular, e descobriu um jeito de se-lo.  E você?

A maioria dos programadores em Clarion me odeia, ou acha que sou um arrogante.  Sim, sou arrogante.  Sabe por que?  Porque tenho opinião própria, e é forte.  Não sou um baba-ovo de qualquer modismo.

Se eu sou popular?  Bom, de vez em quando eu sou.  De vez em quando não sou.  Por isso que eu tenho uma moto bem chamativa, que não sei se amo odiá-la, ou odeio amá-la, mas funciona.  E tem meus amigos.  Eles gostam de mim.  Pelo menos eu gosto de pensar assim.  Eu sei que eu gosto deles.  Até do “negão” (não, Airton, você é o “vegetable”), que sempre chega atrasado, dá umas mancadas feias de vez em quando, mas é meu amigo, cacilda… fazer o que?

Família a gente não escolhe.  Amigos a gente cultiva.  Ferramentas a gente escolhe.  Facebook não é ferramenta.  Ferramenta é a internet, o Safari, o FireFox,  uma chave Allen.

Facebook é uma ilusão.  A ilusão de que através dele, podemos ser mais do que somos.

Pense!  Forme sua opinião baseada em conclusões, não em subjeções.  Pense, pelamordeZeus.

Beijo, abraço, aperto de mão.