Como aprendemos

Eu estava batendo um papo com uma amiga há pouco, quando após um comentário que fiz sobre um sobrinho que fez uma besteira, resolvi refletir sobre o processo de aprendizado.

Como ensinamos para as pessoas o que é certo e o que é errado?

Cheguei à conclusão que não conseguimos ensinar, mas apenas dizemos o que é melhor em determinada situação. Por exemplo, dizemos: “Beba apenas um Yalkult por dia. Mais que isso, dá dor de barriga”

Adianta? Claro que não. Quem nunca quis beber os seis franquiamos de Yakult de uma vez só, em um copo normal?

O que quero dizer é que, para aprender que algo é errado, muitas vezes precisamos experimentar na pele os efeitos negativos daquilo. Caso contrario, apenas podemos supor que é “errado”. Pior, com base na experiência de outra pessoa.

Então a pergunta persiste: como podemos transmitir a experiência negativa, nossa, para outra pessoa, uma vez que experiência é algo pessoal?

Alguém tem alguma sugestão?

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About Gustavo Pinsard

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3 responses to “Como aprendemos”

  1. Isabel Ornellas says :

    Sem sugestão. Como você mesmo disse, na maioria das vezes temos que cometer os erros para termos certeza de que é errado ou ruim ou faz mal.

  2. Raudi Faro says :

    “A palavra orienta, mas o exemplo arrasta”
    Temos situações diferentes aqui.
    Quando queremos ensinar alguém que amamos, normalmente quebramos regras básicas de ensinamento e tentamos “forçar” essa pessoa a aprender. Batemos nos filhos quando fazem algo errado. Colocamos de castigo, mesmo que a dor do castigo seja maior em nós do que neles.
    Fazemos isso por prazer sádico? Não. Impingimos-lhes uma dor, maior que a normal, para que não precisem sofrer muito mais, no futuro, com aquela atitude.
    Quando o ser que estamos a ensinar é um aluno, trabalhamos de forma diferente. Castigo e recompensa na forma de notas, atenção, simpatia…
    Quem ensina, seja mais comprometido ou menos comprometido emocionalmente com o aprendiz, deve sempre ter em mente que cada ser é um universo próprio e aprende na sua velocidade e conforme as suas experiências.
    Eu acredito que podemos aprender por observação. Depois da minha mãe ter arrebentado várias cintas de couro no meu lombo, em criança, optei por aprender observando…é menos doloroso e deixa menos marcas, no corpo e no espírito.
    O problema é que minha mãe não queria apenas me ensinar. Ela queria me tornar igual a ela.
    Quem ensina precisa saber que cada aluno tem personalidade própria (menos o Felau, um antigo colega de colégio interno…esse não tinha personalidade nenhuma) e essa personalidade vai moldar a forma como esse ser irá aprender.
    O bom professor se molda a essa personalidade e ensina o aluno usando as palavras que este precisa ouvir para aprender.
    Dei aulas de informática por muitos anos e muitas vezes me ddeparei com problemas como, mãe alcoólatra, pai agressivo, depressão…muitas vezes, um sorriso dado com carinho, antes de começar a ensinar, abria portas na cabeça daquelas pessoas que seriam intransponíveis em situações diferentes.
    É isso aí…mas não é tudo…

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